Faço textos pra mim, pra você, pro seu cliente, pro seu blog, site e convite de casamento.
Duvida? Na aba Encomende! tem alguns exemplos gostosos destes trabalhos, aproveite!
Me manda um email e escrevo pra você: think@marinassif.com
Gracias!
Faço textos pra mim, pra você, pro seu cliente, pro seu blog, site e convite de casamento.
Duvida? Na aba Encomende! tem alguns exemplos gostosos destes trabalhos, aproveite!
Me manda um email e escrevo pra você: think@marinassif.com
Gracias!
Crise é palavra temida e fase inevitável. Dramas à parte, todo mundo passa por uma, duas, três ou mais crises na vida – e dói. menos em uns, mais em outros.
Por aqui, graças às cores e intensidades inerentes, lateja e faz chorar um tanto, mas tanto, que olhos de coala dominam o cenário. E se chuva lava a alma, as lágrimas devem ser o mar transbordando pelos olhos, e eu que acredito tanto nas ciganices da vida, só posso entender que é um enorme – e poderoso – condutor de energia. Energia de transformação. Não, não me importo de chorar.
Nestes momentos de crise, conversar com pessoas referenciais é fundamental pra mim. Três delas estão longe fisicamente, então a escrita fica ainda mais fluente. Três outras – ainda bem! – estão bem pertinho. Acolhimento, bronca, fé, troca. O amor, enfim.
…e com tanto conteúdo assim, fica simples concluir que ser uma pessoa fantástica, maravilhosa, linda e daquelas que dá vontade de ficar perto é muito mais fácil nos contatos pré-fabricados das relações esporádicas, das cervejas pontuais e do filtro escolhido meticulosamente praquela foto.
Incrível mesmo é viver as fases da vida, todas elas, passando pelas vitórias e derrapando nas interrogações mil que uma crise traz, junto, juntinho. Sem tempo pra escolher palavra, sem produção pra roupa e maquiagem – aqui, carinha, na vida real, é que a gente vê, sente e confirma quem é parceiro e quem não é.
Somos todos bichos. E, por esta definição, agimos de acordo com a natureza. O critério há de servir tanto para as argumentações que nos cabem como uma luva quanto praquelas mais duras de aceitar. Por exemplo: diante à dificuldade de relacionamento, a cartada de sermos todos bichos pode ser que a natureza não é monogâmica, não fixa endereço, vive livremente o intuito de perpetuar a espécie. Tá. Mas também devemos levar em consideração, assim, que reagimos agressivamente quando ameaçados. Não? Experimenta cutucar um ursinho tão fofinho pra ver no que ele se transforma.
Mas, ah, se a vida humana fosse assim, tão ligada à natureza e tão somente às problemáticas e vivências orgânicas… Seríamos poligâmicos, não carregaríamos traumas e quando reagíssemos agressivamente seria pra nos defender única e exclusivamente daquilo que, na vida real, nos atarantou – e este “aquilo” não carregaria mágoas, sustos nem nada, porque provocou, logo, recebeu de volta. Ô, natureza, por que nos deu tantas possibilidades de estar, ser, pensar, sentir, agir? Ainda dizem por aí que você é sábia… (e deve mesmo ser, porque, egoísta e particularmente, eu não saberia lidar com outro esquema de relacionamento que não a monogamia, meu pai do céu!)
Daí que, dado do problema, temos as escolhas por nuances quase infinitas de dar e receber sensações, num ciclo que pode ficar movimentado demais e causar, em alguns humanos, tilt ou monotonia. Equilibrado deve ser aquele que sabe dançar entre as sensações todas, passeando pela vida com as cores e os pincéis que definiu como seus. E, no mais, ficar movimentado significa que o movimento pode ser de ideias leves ou intensas, não tem importância: metaforicamente falando, um litro de água é um litro de água, independente de como é apresentado – se em gotas rotineiras ou num balde só.
Voltando à natureza, creio que os tempos atuais abrem oportunidades e possibilidades de estarmos mais conectados, por motivos e canais óbvios, como a internet, os iPhones, as redes (anti)sociais. Entretanto, praqueles que optaram por viver com um algo mais nesta fração de existência, o frio na barriga somado ao sorriso (sim, aquele de cristal, que é tão seu) que os olhos nos olhos, de perto, pertinho mesmo, trazem à tona – ah! …estes são insubstituíveis. Mesmo e cada vez mais.
Consciência. Você sabe o que esta palavra significa assim, na prática? É, eu também achei que sabia, até iniciar, há uns bons – e conturbados!– quatro ou cinco anos, um processo de encontro com uma pessoa deveras importante: eu mesma.
Importante pra mim, é claro, por diferentes razões, mas especialmente porque convivo comigo desde que nasci e, apesar de parecer óbvio e sem sentido fazer este tipo de observação, é necessário recordar que o que me moveu foi a tal reforma íntima, aquela que venho abordando em diferentes forma sde comunicação, e quem me conhece bem (ou nem tanto) pode atestar a relevância destes movimentos de reencontro.
Alguns pontos me incomodam desde sempre e por aprendizados obtidos em terapias (psico e de choque, um tanto de choque, diga-se),compreendo que o incômodo está, em grande parte das vezes, na gente com a gente mesmo, e não no outro, como costumamos bradar aos ventos. Se eu me incomodo com o que fulano faz, é muito mais assertivo investigar o que e porque tenho esta sensação do que pedir, exigir ou, pior ainda, esperar que o outro mude para que meu conforto seja restabelecido. Parece fácil assim, e agora, mas confesso: é um processo tão delicado e de tantas nuances que até pra mim, que tenho gosto pelas cores fortes, machuca. Porque, outro fato, este aprendido por meio das ciganices com as quais a vida me presenteia, mudar se parece com uma minicirurgia de afastar o que está implementado e trazer hábitos novos, condizentes com o que desejamos. Ao mesmo tempo.
E assim chego nesta fase de eclipse. Eclipse de mim mesma. Cortei o remédio de ansiedade, cortei mais da metade do consumo diário de bastonetes de nicotina sugados, cortei pensamentos e atitudes que me afastam da minha natureza, que não deve ser muito diferente da sua, por crença e premissa. Cortei os ciclos viciados em me levar quase sempre pro mesmo lugar. E sabe o quê? Não ficou tudo cor de rosa. Não ficou tudo lindo e brilhante.
Os fogos de artifício dos estopins de alegrias pontuadas foram substituídos, então, pela linear felicidade de simplesmente ser. E, ai, como é difícil pra mim, que adoro os mimos da vida bem delineados, pontuados e identificados, me contentar com o estável. Mas tem estado tão pleno que nem as vontades de estourar um ou dois rojões surge como tentação. A malícia agora está em manter: a vida como ela é, seguindo cursos mais e mais próximos do natural, do efetivamente simples e feliz, por estradas de cuidados com alimentação, sono, hidratação e substâncias que o próprio corpo produz. Vê: não precisa ter dinheiro pra isso. Observa: o capitalismo, o atual cenário do mundo, não podem incomodar estas decisões. Fica mesmo mais difícil lidar consigo mesmo quando se assume a responsabilidade pela caminhada, porque é quase confortável desopilar culpas e medos e receios e a não mudança no outro.
Vou seguir, faça chuva ou faça sol, esta minha rota. Entendendo que algumas flores vão ser lindas e perfumadas e que pertencem àquele ou este arbusto, sabendo que as pedras vão aparecer tanto quanto os terrenos planos, macios e lisos, enquanto percorro a beirada da praia, acompanhada por um mar de fé, força e foco. Foco não mais na busca em si, mas na vivência propriamente dita. Não tem como não ser lindo, lindo mesmo, de verdade, viver assim.
Eu quase sempre começo a falar das coisas que considero sérias com um “é engraçado que…” – e não, não é engraçado. Esta é uma das formas que encontrei de amenizar as minhas sensações referentes ao que quero processar. É, eu ainda tento amenizar as sensações, ainda mais quando estas são “ruins”, “do mal”, como se a vida tivesse que ser absolutamente impecável pra que todo e qualquer movimento aconteça.
Jura? Claro, que a balança esteja pendendo pro lado positivo – este é o desejo de todos, na realidade. Mas enxergo, hoje, e só hoje, que em alguns momentos desta jornada tudo, ou quase tudo que importa, vai descompensar – sim, muito provavelmente ao mesmo tempo.
Senti isso enquanto acompanhava um vídeo que falava sobre pontos de vista e sugeria que duas pessoas caminhassem juntas, na mesma rua. Depois disso, pedia que escrevessem, cada uma no seu canto e para uma mesma terceira pessoa, sobre o que enxergaram, que cheiros sentiram, o que acharam interessante e do que não gostaram. É da Flavia, a Melissa, e está no canal dela (sim, você pode investir seu dia neste canal).
E percebi isso, de novo, quando vi uma figurinha de dois cavalos (ou burros, não sei) que querem comer mas estão presos por uma corda um ao outro: cada um tenta puxar pra um lado pra chegar até o pote de comida que está mais perto de si. E não conseguem chegar em nenhum. Daí, resolvem ir juntos comer de um lado e depois, juntos de novo, comer do outro. É esta aqui, ó:
…e chorei. Não achei nada engraçado sentir como ando percebendo diversas coisas que acontecem comigo. Achei triste que esteja recebendo inúmeros estímulos para crescer, me desenvolver, efetivar meus processos de evolução (espiritual, pessoal, profissional, maternos, afetivos e tantos outros) e reagindo com medo, esta farpa perigosa, ao que poderia – caso eu escolhesse – me fazer mais forte, mais firme e (ai, ai…) mais feliz.
Esse. É esse que eu quero.
Mi.
E então bateu firme aquela vontade de voltar pro meu eixo. De voltar pra mim mesma, aquela eu mesma pra quem eu acordo e sorrio, e durmo sorrindo, só porque as atitudes têm coerência com as escolhas. Aquela que prefere o simples e feliz inclusive e especialmente por se saber intensa.
Conversa vai, conversa vem (e trunca, porque a internet tem dessas…) e a pergunta que estava latejando se acalma: “olha, se você quer voltar a ser você mesma, com certeza é porque já foi esta mesma e, é claro, sabe bem o que fazer pra voltar logo, loguinho”. E eu amo a minha sorte.
Preguiça, viu? É, confesso, dá um pouco de preguiça, porque a gente tende a resistir às mudanças, mais ainda quando os outros (aqueles outros que importam, não quaisquer outros) resistem junto. E dá preguiça de treinar o silêncio de novo, dá preguiça de escrever pra tirar do peito o que incomoda e dá mais preguiça ainda de sair sendo eu mesma sem ter que me justificar pra quem quer que seja, porque nem tão lá no fundo esta eu mesma que eu sou e quero voltar a ser não é muito diferente da quem estou hoje, turbulenta e maremótica, então né, preguiça de fazer esforço energético de volta pro eixo já que é por conta de só um pouquinho de diferença…
Daí eu lembro que este pouquinho de diferença é, pra mim, coloridíssimo, super necessário, exagerado como eu sou e ponto. Vale, ô se vale, o investimento e lá vou eu fazer ombrinho pra preguiça – se ela chegar, que me espere pro sábado ou pro domingo, que daí eu deito, durmo no sofá e acordo. Acordo devagarzinho, preguicenta, com todos os mimimis do mundo e arredores só pra ser eu mesma.
Aprendi, recentemente, a fazer um paralelo entre a vida e o futebol. Sempre gostei de torcer pelo meu time, escolhido declaradamente pelo tanto de paixão envolvida – faz sentido, pra mim, esta identificação. E vem ficando cada vez mais bacana utilizar o jogo em campo nas minhas amadas metáforas.
Imaginemos um time que seja a seleção da sua vida, aquela composta por jogadores que representam pontos e questões essenciais pra você. Coloque-os em situação de treino, simulando jogadas, defesas, chutes a gol, pênaltis. Incremente o campo com posicionamento frente às reações ao juiz e postura esperada pela direção do clube. Pronto.
Agora vamos pro jogo. E, sabemos, jogo não é treino. No jogo, antes de mais nada, tem um outro time, que também simulou todas as situações possíveis pra jogar com você. Sim, com você, e não contra você, porque mesmo que a meta seja ganhar no placar, é claro, quem joga contra diminui as chances de vencer – pura e simplesmente por não acompanhar a movimentação do “adversário”. Quem joga com, e não contra, tem mais chances de evoluir no gramado e, desta forma, fazer gol.
No jogo tem também a torcida. A sua torcida e a do time que joga com você. Pra quem tem acompanhado o Corinthians nestes últimos tempos, o paralelo está fácil: diga, o que foi este jogo sem torcida no Pacaembu? Faz toda a diferença, a torcida: seja pra empurrar o time pra frente, seja pra provocar o outro time em campo. Torcida é fundamental, mas depende muito mais do que do desempenho dos jogadores em campo, percebe?
E então no jogo é comum que grande parte das jogadas ensaiadas não sejam cumpridas à risca, porque têm interferência de mais outros jogadores, aqueles ali, do time jogando com o seu, e isso, sabemos, não é um problema no futebol. Aparentemente fica mais difícil, mas dá ao gol um sabor especialíssimo, de quem cumpriu o que se propôs e superou o obstáculo pertinente ao jogo correndo no paralelo e fazendo a bola rolar.
Tem, ainda, aquele que faz jogadas brilhantes, de parar, literalmente, todos os outros jogadores em campo, assim como os players que estão ali na função de suporte, de estruturação de partida. Todos, sem exceção, importantes pro resultado final. Tem o técnico, entusiasmado, preocupado, invasivo ou somente trabalhando, que acaba por imprimir na equipe qual é o cenário da partida.
São tantos fatores, mas tantos mesmo, que fica incrível transferir a situação acima pra vida real. E, quando você decide jogar com alguém, há de preferir o esquema leve, um lindo espetáculo de bolas roubadas com ginga e gol no lugar de carrinhos, cartões vermelhos e passes truncados – mas aqui, na vida real, a gente não tem tabela de classificação pra saber como o outro time vai entrar em campo, quantos pontos precisa pra não cair na série e, especialmente importante, qual é o esquema tático aplicado. E nem sempre é o fair play. Vale, então, treinar bastante, sim, claro. Mas vale, mais ainda, entrar pra jogar bonito, seja esta partida um grande e divulgado clássico, seja um amistoso com intuito de cumprir tabela. Porque sim: treino é treino. E jogo, ah!, jogo é jogo.
Sim, é fácil. Muito fácil, por sinal. O sol brilha lá fora, o emprego que vem como e num presente lindo (literalmente!), a saúde transborda, o ano efetivamente começa e o humor tem sido mimado como quase nunca foi. Sim, é muito simples, e fácil, ter fé.
Daí vem a chuva. Daí vem a chuva, os raios, um vento tão ventado, e pedras de gelo. O coração acelera, será o miocardio? Cadê meu colo bem agora, e eu aqui, no meio disso tudo? Sol? Onde? Parece que foi engolido pelas nuvens. E a pergunta que não quer calar: cadê aquela fé toda agora?
Pois bem, eu choro. Choro quando a lição é firme, só não sei explicar se choro de emoção por ter reconhecido o ponto ou por não gostar de ter estado tanto tempo longe dele. E choro, também, de alívio – porque, sim, é um fato, com da tempestade vem a bonança.
Isso mesmo: COM a tempestade, nada de “depois dela”. E entendo, então, que a fé, esta que move montanhas, já vem movimentando um tanto importante por aqui. E durmo sorrindo. Com mais fé ainda – faça chuva ou faça sol, I will shine